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VIDA FLUÍDA E ESCRITA PERVERSA: A QUESTÃO IDENTITÁRIA EM A CÉU ABERTO DE JOÃO GILBERTO NOLL

 

Giuliano Hartmann

giulihartmann@gmail.com

 

A presente dissertação tem como objetivo, promover um olhar sobre a questão identitária no romance A Céu Aberto (1996), do gaúcho João Gilberto Noll, sob duas perspectivas: de um lado, ancorando-se na fluidez proposta por Zygmunt Bauman, que aponta a ordem global como aquela que, destituindo fronteiras, lançou seus sujeitos à deriva, e de outro, sob a égide da filosofia política de Slavoj Žižek que, na contramão das teorias que empurram os sujeitos em direção ao aniquilamento, propõe uma tentativa de resgatar subjetividades perdidas diante dos simulacros ideológicos das sociedades contemporâneas. O romance nolliano é um caleidoscópio que problematiza a identidade e seus desdobramentos, seja no âmbito sociólogo, seja no filosófico ou mesmo no que se refere ao próprio papel do romance enquanto representação dessa sociedade erguida sobre os frágeis e controversos pilares do grande projeto da modernidade.

 

Palavras-chave:   Literatura; Identidade; Contemporaneidade.